Terceiro setor e responsabilidade social: quais os desafios?

Responsabilidade significa responder a algum chamado, a um dever. Essa obrigação de resposta é algo que todos carregam. Um indivíduo, desde a mais tenra infância, já possui uma série de deveres a serem cumpridos; quando adulto, essas respostas têm efeitos sobre terceiros, sobre a sociedade. A mesma coisa acontece com as pessoas não físicas(as jurídicas): uma empresa, um órgão público, etc. Existe uma importante discussão sobre terceiro setor e responsabilidade social, e assim também ocorre com as empresas privadas e os órgãos estatais.

As responsabilidades dessas entidades são maiores, pois os efeitos de suas ações atingem dez, vinte, cem vezes mais pessoas do que as ações de um indivíduo comum. A partir desse fato é que surge o debate sobre a atuação dessas instituições na sociedade. Neste artigo, nos limitaremos a tentar entender o terceiro setor e a responsabilidade social; tentaremos enxergar o impacto que a atuação desse tipo de entidade provoca socialmente.

Como o terceiro setor exerce sua responsabilidade social?

Se o termo responsabilidade se traduz por atender a um chamado, cumprir um dever, então quando uma entidade do terceiro setor executa o trabalho para o qual ela foi criada, a sua responsabilidade social já está, ao mesmo tempo, sendo cumprida.

Isso acontece porque o trabalho de uma instituição sem finalidade lucrativa deve ocorrer sempre em função de uma necessidade social real. Dito outra maneira, uma ONG, uma associação, um instituto, etc devem atuar sempre para atender carências sociais que o Estado não foi capaz de suprir; seja na educação, saúde, auxílio à famílias carentes, etc.

Para isso, essas entidades contam com doações e trabalhos voluntários, a fim de conseguir atender às demandas da sociedade. Percebemos, assim, como o trabalho das instituições do terceiro setor e sua responsabilidade social estão intimamente ligados; ou são, na verdade, a mesma coisa.

Quanto à responsabilidade social, como ela é cumprida pelos demais setores?

Vimos como as entidades do terceiro setor exercem sua responsabilidade social; no entanto, na composição da sociedade, ainda há outros membros, como as empresas privadas e os próprios indivíduos. Vejamos, então, como se dá a responsabilidade de cada um deles; começando pelas pessoas físicas.

Responsabilidade social individual

A responsabilidade social dos indivíduos é realizar ações que beneficiem, de alguma forma, o coletivo; e todas as pessoas têm o dever de ajudar-se umas às outras, de contribuir para tornar a vida no bairro, na cidade e até mesmo no Estado bem melhor .

Os mecanismos para isso são muitos e vão desde a, conhecida, Associação de Moradores até a realização de eventos, palestras, mutirões para limpeza de ruas, por exemplo, etc. Inclusive a própria criação de entidades do terceiro setor para atender necessidades coletivas já é exemplo de algo que é de responsabilidade dos indivíduos. Enfim, muitas são as formas de se realizar ações individuais em benefício do coletivo.

Responsabilidade social empresarial

Diferentemente das entidades do terceiro setor, uma empresa privada não cumpre automaticamente com sua responsabilidade social ao exercer o seu trabalho. Apesar disso, o próprio ato de criar uma empresa já gera algum impacto social e atende uma necessidade grave, pois cria novas oportunidades de emprego.

Mas isso não é suficiente para ser chamado de responsabilidade social das empresas. Hoje, as organizações privadas são cobradas, por exemplo, para defender valores e ideias tidos como importantes, para identificar como a sua produção afeta a comunidade ao seu entorno e o meio ambiente; ou para estar à frente de ações filantrópicas, etc. Este último exemplo, inclusive, é algo que caracteriza grandes empresas de tecnologia do mundo, como Google e Microsoft; que fazem parte de vários projetos sociais.

Quais os desafios do terceiro setor para ampliar a sua atuação social?

Como já ficou claro, a responsabilidade social do terceiro setor se dá com o cumprimento da sua função, que é essencialmente de caráter social, em prol da sociedade. Ou seja, sempre que uma entidade sem fins lucrativos age, ela está exercendo sua atuação social.

Ampliar essa atuação é algo possível, pois se por um lado há barreiras de caráter burocrático, fiscal e econômico que, de alguma forma limitam o trabalho das entidades; por outro, há hoje ferramentas capazes de romper muitas delas.

Uma das soluções é realizar um bom trabalho de marketing, sobretudo através da Internet. Blogs, utilização das redes sociais, criação de vídeos, etc. Quanto melhor a divulgação do trabalho da instituição, maior o engajamento; mais pessoas acabam sendo impactadas pelo trabalho e encontram-se ainda outras tantas dispostas a ajudar.

Portanto, mesmo que sob certos aspectos a atuação das entidades do terceiro setor fique limitada; ainda assim, com as soluções tecnológicas disponíveis hoje, é possível vencer muitas dessas barreiras e alavancar o trabalho.

*Texto produzido e distribuído pela Link Nacional para os assinantes da solução Conteúdo para Blog.

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